Produção Metalomecânica para a Indústria Alimentar muito para além das máquinas de produção

Produção Metalomecânica para a Indústria Alimentar: muito para além das máquinas de produção.

Uma unidade alimentar utiliza muito mais equipamentos metálicos do que aqueles que integram diretamente a linha de produção. Bancadas, carrinhos, estantes, plataformas, suportes e estruturas técnicas fazem parte do funcionamento diário. Conheça algumas das soluções que a metalomecânica pode produzir para responder às necessidades desta indústria.

Quando pensamos numa fábrica de indústria alimentar, é natural imaginar primeiro as máquinas que transformam, preparam ou embalam os alimentos.

Mas à volta dessas máquinas existe todo um conjunto de equipamentos, estruturas e soluções metálicas de apoio essenciais ao funcionamento diário de uma unidade industrial.

Bancadas. Carrinhos. Estantes. Racks. Suportes. Plataformas. Passadiços. Proteções. Estruturas para equipamentos. Sistemas de movimentação, etc.

Muitas vezes passam despercebidos.

Mas sem eles, grande parte da produção simplesmente não funcionaria da mesma forma.

É neste universo que a produção metalomecânica assume um papel particularmente importante para a indústria alimentar.

Uma fábrica é muito mais do que a sua linha de produção.

Entre a entrada das matérias-primas e a expedição do produto final existem inúmeras operações.

É necessário transportar ingredientes e materiais, organizar utensílios, posicionar equipamentos, movimentar caixas, criar postos de trabalho, armazenar componentes, permitir acessos técnicos ou proteger determinadas zonas das máquinas.

Cada uma destas operações pode necessitar de uma solução específica.

A metalomecânica permite transformar essas necessidades em equipamentos funcionais adaptados ao espaço, ao processo e às condições de utilização.

Bancadas de trabalho em aço inoxidável.

As bancadas são provavelmente um dos equipamentos auxiliares mais presentes numa unidade alimentar.

Podem servir de apoio à preparação, seleção, inspeção, acondicionamento, controlo ou outras operações realizadas ao longo do processo.

Mas uma bancada industrial não é simplesmente uma mesa em metal.

Altura, dimensões, capacidade de carga, configuração inferior, reforços, mobilidade e facilidade de limpeza podem ter de ser considerados em função da utilização.

Quando as superfícies se destinam ao contacto com alimentos, existem ainda requisitos legais específicos: devem, em regra, ser mantidas em boas condições e ser fáceis de limpar e, quando necessário, desinfetar, recorrendo a materiais adequados, lisos, laváveis, resistentes à corrosão e não tóxicos. 

É por isso que o desenho e a seleção de materiais não devem ser separados da utilização prevista.

Carrinhos e carros de movimentação.

Numa fábrica, quase tudo se movimenta.

Matérias-primas, caixas, tabuleiros, utensílios, componentes, embalagens ou produto em diferentes fases do processo.

Os carrinhos metálicos industriais podem ser desenvolvidos especificamente para aquilo que precisam de transportar.

Podem assumir configurações muito diferentes:

  • carros com vários níveis;
  • carrinhos para caixas e tabuleiros;
  • carros com plataformas;
  • estruturas móveis para recipientes;
  • carros para utensílios;
  • racks móveis;
  • carrinhos especiais adaptados ao processo.

Aqui, pequenos detalhes podem ter grande influência na utilização diária: dimensões, disposição dos níveis, capacidade, rodas, pegas, estabilidade e facilidade de movimentação.

Estantes e sistemas de organização.

Nem tudo precisa de estar em movimento.

Uma unidade alimentar necessita também de organizar materiais, utensílios, recipientes, embalagens e componentes utilizados diariamente.

Estantes, prateleiras e racks metálicos podem ser dimensionados especificamente para o espaço disponível e para os elementos que irão receber.

Em determinados ambientes, a facilidade de acesso e limpeza assume particular importância.

O próprio Regulamento (CE) n.º 852/2004 estabelece que os equipamentos devem ser instalados de modo a permitir uma limpeza adequada tanto do equipamento como da área circundante. 

Ou seja, pensar um equipamento para a indústria alimentar significa também pensar no espaço que existe à sua volta.

Estruturas de suporte para máquinas e equipamentos.

Nem todas as máquinas chegam à unidade industrial exatamente à altura, posição ou configuração necessárias.

Podem ser necessárias bases, chassis, estruturas metálicas, suportes ou plataformas para integrar diferentes equipamentos no processo produtivo.

É aqui que a produção à medida ganha particular relevância.

Uma estrutura pode ser desenvolvida especificamente para suportar determinado equipamento, respeitando dimensões, pontos de fixação, acessos e necessidades técnicas definidas pelo projeto.

Da estrutura mais simples a um conjunto de maiores dimensões, o objetivo é sempre o mesmo:

integrar corretamente o equipamento no processo.

Plataformas, escadas e passadiços técnicos.

Uma linha industrial pode integrar equipamentos a diferentes alturas.

Operações de inspeção, alimentação, manutenção ou controlo podem exigir acesso a zonas elevadas.

Nestas situações podem ser necessárias plataformas de trabalho, escadas, passadiços, guardas e outras estruturas metálicas de acesso.

Mais uma vez, não existe necessariamente uma solução universal.

A geometria do espaço, o equipamento existente e o ponto onde é necessário trabalhar condicionam a configuração da estrutura.

É precisamente por isso que o fabrico metalomecânico à medida pode ser relevante.

Proteções e resguardos para equipamentos.

A metalomecânica também intervém na construção de elementos destinados a separar ou proteger determinadas zonas dos equipamentos.

Resguardos, painéis, estruturas de proteção, portas técnicas, suportes e envolventes metálicas podem ser produzidos de acordo com o desenho e os requisitos do projeto.

Estes componentes podem envolver chapa cortada, quinada, perfurada ou integrada com perfis e tubos, dependendo da solução pretendida.

O resultado pode parecer simples.

Mas por detrás existe frequentemente uma combinação de diferentes processos de transformação.

Suportes, calhas, perfis e pequenos componentes.

Nem todas as soluções têm grandes dimensões.

Uma fábrica alimentar utiliza também uma enorme quantidade de pequenos componentes metálicos.

Suportes para tubagens. Bases. Braçadeiras. Calhas. Perfis. Chapas de ligação. Elementos de fixação. Guias. Consolas. Pequenas estruturas auxiliares.

Individualmente, podem parecer elementos secundários.

Em conjunto, ajudam a fazer funcionar toda a instalação.

E quando são necessários em quantidade, a capacidade de produção em série torna-se tão importante quanto a capacidade de fabricar grandes estruturas.

A importância do aço inoxidável.

O aço inoxidável é amplamente utilizado na indústria alimentar devido às suas características e à possibilidade de utilização em soluções concebidas para ambientes com requisitos elevados de higiene.

Contudo, utilizar aço inoxidável, por si só, não transforma automaticamente um equipamento numa solução higiénica.

O desenho também importa.

Segundo a EHEDG — European Hygienic Engineering & Design Group destaca que os equipamentos com desenho higiénico inadequado podem ser mais difíceis de limpar e estabelece princípios de conceção aplicáveis à construção e instalação de equipamentos destinados à produção alimentar. 

Geometrias, uniões, superfícies, zonas de acumulação e acessibilidade para limpeza devem, portanto, ser consideradas de acordo com a aplicação concreta.

E quando existe contacto direto com alimentos?

Aqui é importante fazer uma distinção.

Uma estrutura de suporte de uma máquina não apresenta necessariamente os mesmos requisitos de uma superfície onde um alimento é colocado diretamente.

Quando materiais e artigos se destinam efetivamente a entrar em contacto com alimentos, aplica-se também o enquadramento europeu relativo aos Food Contact Materials, nomeadamente o Regulamento (CE) n.º 1935/2004. A Comissão Europeia refere que este enquadramento abrange materiais utilizados durante a produção, processamento, armazenamento, preparação e serviço dos alimentos, incluindo componentes de máquinas de processamento que contactem com o produto. 

Por isso, material, acabamento e conceção devem ser definidos em função da aplicação efetiva do equipamento.

Do desenho à produção.

Um equipamento de apoio pode começar por uma necessidade bastante simples:

  1. Precisamos de transportar estes tabuleiros.
  2. Esta máquina necessita de uma estrutura.
  3. Precisamos de uma bancada com estas dimensões.
  4. É necessário criar acesso a esta zona da linha.

A partir daí começa o trabalho metalomecânico.

Na M2C®, diferentes processos podem ser combinados para transformar essa necessidade numa solução física.

Corte laser de chapa.

Permite produzir painéis, bases, suportes, reforços, prateleiras e componentes com geometrias definidas pelo projeto.

Corte laser de tubo.

Permite preparar tubos e perfis para estruturas, bancadas, carrinhos, racks e outros conjuntos.

Quinagem.

Transforma chapa plana em componentes tridimensionais, criando dobras, reforços, caixas, suportes e outras geometrias.

Soldadura.

Permite integrar os diferentes componentes e transformar peças individuais em subconjuntos ou equipamentos completos.

Produção em série.

Quando o mesmo componente ou equipamento é necessário repetidamente, os processos industriais permitem organizar a produção para obter uma maior consistência entre unidades.

Da chapa e do tubo nasce o componente. Dos componentes nasce a solução.

Equipamento standard ou solução à medida?

Uma solução standard é adequada quando responde ao processo.

Mas nem sempre isso acontece.

As dimensões de uma linha podem ser diferentes. O espaço disponível pode ser limitado. Os recipientes utilizados podem ter medidas específicas. Um carrinho pode necessitar de determinado número de níveis. Uma bancada pode ter de integrar um equipamento.

É nestas situações que o fabrico à medida oferece uma vantagem evidente:

Em vez de adaptar o processo ao equipamento, adapta-se o equipamento ao processo.

Na M2C®, podem ser produzidos componentes, subconjuntos e estruturas a partir de desenhos e especificações técnicas fornecidos pelo cliente.

Perguntas frequentes

Que equipamentos metálicos podem ser produzidos para a indústria alimentar?

Dependendo do projeto, podem ser fabricadas bancadas, carrinhos, estantes, racks, plataformas, passadiços, estruturas para máquinas, suportes, proteções, calhas, perfis e outros componentes metálicos.

Porque é utilizado aço inoxidável na indústria alimentar?

O aço inoxidável é utilizado em inúmeras aplicações devido, entre outras características, à sua resistência à corrosão e adequação a soluções que necessitam de ser limpas regularmente. A seleção do material e acabamento deve, contudo, considerar a utilização concreta e os requisitos aplicáveis.

Todos os equipamentos para uma fábrica alimentar têm de estar preparados para contacto com alimentos?

Não necessariamente. Uma estrutura de suporte ou um passadiço apresenta uma utilização diferente de uma bancada ou componente que entre diretamente em contacto com alimentos. Os requisitos devem ser avaliados de acordo com a função e localização do equipamento. Para materiais destinados ao contacto alimentar existe legislação europeia específica. 

A M2C® pode fabricar equipamentos a partir de desenhos do cliente?

Sim. A produção pode ser realizada a partir de desenhos e especificações técnicas fornecidos pelo cliente, desde componentes individuais até subconjuntos e estruturas completas.

É possível produzir estes equipamentos em série?

Sim. Quando existe necessidade recorrente, diferentes processos de transformação podem ser organizados para a produção repetitiva de componentes ou equipamentos, de acordo com as características do projeto.

Artigos Relacionados